19/02/2015 – O DIA DO JUÍZO FINAL – SOBREVIVEMOS.

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Passei o carnaval em Salvador. 6 dias de folia. Fugi de lá e fui direto para o paraíso chamado Itacaré – uns 220 km de Salvador. Eu e três amigos super animados com os passeios e trilhas. Mas, entramos em crise e tivemos convulsão quando o 3G, 4G e Wi-fi não funcionavam. Particularmente, sofri. Sofri muito sem ter como conferir as novidades do Desabafo Social. Quando a internet voltou, apareceram tantas mensagens desagradáveis, tantas notícias ruins e apenas uma mensagem de amor. Mensagem daquela que preenche a alma. Mensagem daquele ser que você menos esperava. Não pude responder, a internet caiu. Só deu tempo para um ótimo suspiro. Pois bem.. fomos fazer trilha por conta própria. Reclamei a trilha quase toda por diversos motivos. Entres eles.. o calor, o medo de nos perdermos, pensando no perigo, pensando na volta com a chuva, não estávamos adequados para uma trilha, etc etc etc. Mas valeu muito a pena quando chegamos no destino. Uma praia distante do mundo, distante de tudo e super linda, linda, linda. Sensação de liberdade. Saímos da trilha e fomos para uma agência de passeio comprar o pacote para fazermos o Rafting. Depois de comprado, tivemos que acordar às 6h para pegar estrada e começar o Rafting às 9h. Foi lindo, muita adrenalina, até chegarmos na última descida chamada Corredor Polonês. Foi então que gritei, de brincadeira: Hoje é o dia do Juízo Final, vamos orar! Era pra ser brincadeira apenas. Batemos na trave. Inventamos de fazer uma loucura chamada Surf – uma espécie de touro mecânico no rio. E vai pra lá e vai pra cá, até que o bote virou. Tinham 5 pessoas no bote, além do instrutor. Eu fui parar nas pedras. Por pouco minha cabeça não fica por lá. Na outra de procurar os outros, ninguém aparece. Pronto, começou a tensão no rio. Ninguém do meu bote aparecia. Quando encontrei, uma estava sendo levada pela correnteza e a outra engoliu tanta água que parecia que tinha apagado. Só vi o corpo boiando. Depois subimos no bote para voltar e nos batemos no Corredor Polonês de novo. Pronto! Dessa vez pensei: Já era! Quando cai um filme passou pela minha cabeça. Foram os 10 segundos mais difíceis da minha vida. Mesmo de colete, demorou pra subir. Quando subi, o bote estava em cima da minha cabeça. Desespero parte 2 né. Desci e fiquei mais uns 5 a 6 segundos tentando sair. Até que tive uma sensação boa e estranha ao mesmo tempo. Parecia que alguém ou alguma coisa estava me empurrando pra cima. Foi tão estranho que não nem engoli água nem nada. Depois disso tudo começamos a rir de nervoso. Eu cai na pedra, minha amiga foi levada pela correnteza, a outra quase desmaiou e voltei para ser ajudada depois por alguém ou alguma coisa impossível de ver, mas deu para sentir perfeitamente. Pensei nos meus pais, em Walter, no Desabafo e também na mensagem não respondida. Foi bem a sensação da música “Chuva de Novembro” de Projota. O importante é que sobrevivemos e irei responder a mensagem.‪#‎EquipeTudoNossoNadaDeles‬

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